sábado, 23 de julho de 2011

DICA [10]

A dica de hoje, é de um filme muito bom chamado Prova de Fogo. Ele conta a história do bombeiro Caleb que é um herói na sua profissão, mas eu não diria o mesmo em seu casamento. Como nos demais filmes da Sherwood Picture, o filme e baseado em princípios cristãos e tem como fundamento a Bíblia. A partir do momento que Caleb resolve dissolver o seu casamento ele recebe uma proposta de seu pai para adiar a sua decisão em 40 dias. Neste tempo ele irá seguir as instruções de um livro, escrito à mão, que salvou o casamento de seus pais. Este livro chama-se The Love Dare (Desafio do Amor) e dá instruções passo a passo para salvar o seu matrimonio.


Finalmente um dica é postada nesse blog! Desculpa mesmo por tanta demora, mas agora eu pretendo deixar tudo ajustadinho.

Kisses e bom final de semana!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Beija Flor de Jesus

VOLTA PRA CASA

     O mal mostrava-se rafratário a toda e qualquer cura, torturando e minando o pequeno corpo de Ema. Foi assim que em 23 de março resolveram levá-la para casa.
     Ema sabia que faltava pouco para o grande dia, para a grande viagem, e por isso procurava aproveitar no máximo a companhia de sua mãe, confiando-lhe os pensamentos sobre as coisas do céu.
     - Mamãe, fala-me de Jesus, só de Jesus - dizia.
     E quando alguma amiga da mãe vinha visitá-la e começava a falar de mil coisas, Ema dizia:
     - Mande-a embora, mamãe; quero ficar sozinha com a senhora para falar de Jesus.
Mas, em geral, Ema mostrava-se muito gentil com quem vinha visitá-la, agradecendo sempre.
     Não gostava que a tocassem; fazia tudo por si e quando precisava ser ajudada por alguém apelava para a mãe. Certo dia foi preciso aplicar-lhe uma injeção. Já estava tudo pronto, mas quando Ema viu em seu quarto uma pessoa estranha que nada tinha que ver com o caso, recusou-se a receber a injeção. Só permitiu quando o quarto ficou livre.
Os dias passavam lentos e dolorosos. E as noites eram ainda mais penosas, intermináveis, pois é, é sábio que o pôr do sol e o aparecer das trevas constitui para o doente um verdadeiro tormento físico ou mental.
     - Por que devemos sofrer mais de noite que de dia? - perguntava uma pequena holandesa que havia oferecido todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores.
     - Porque - respondia-lhe a mãe - é justamente de noite que se cometem a maioria dos pecados e os mais graves. Muitos frades e muitas religiosas levantam-se durante a noite para rezar por aqueles que estão pecando. É justo, pois, que também as crianças doentes ofereçam ao bom Deus seus sofrimentos para aplacar a justiça divina.
Ema oferecia-os todos porque compreendia que era necessário.
     - Quem é mamãe, que está fazendo tanta algazarra lá fora? - pergunta uma noite, ouvindo na rua vozes e risadas descompostas.
     - São as moças da vizinhança que voltam para casa.
     Ema suspirou tristemente: - Moças? Paciência os rapazes, mas agora também as moças...
     E renovou silenciosamente em seu coração a oferta amorosa que fizera.
     A notícia daquela menina que em seu leito de sofrimento dispensava sábios conselhos a todos quanto recorriam às suas orações difundira-se rapidamente na cidade. Muitos iam visitá-la pelo simples prazer de ouvi-la falar sobre as coisas celestes.
Mas se alguém apresentava-se em seu quarto em trajes pouco modestos, não obtinha nem sequer uma resposta da querida menina. Foi assim que certa vez diante de uma senhora muito distinta, mas pintada e decotada, Ema recusou-se em dizer uma só palavra, enquanto pouco antes e logo depois, com outras pessoas mostrou-se muitíssimo afável e disposta a responder a tudo quanto lhe perguntavam.
     Ema! A nós também tu ensinas a sublime virtude da delicadeza. Dizes que todos, se o quisermos e rezarmos, podemos nos assemelhar aos anjos, tornar-nos raios de sol e a alegria da família.
     Durante os dias que permaneceu em família recebeu várias vezes a santa Comunhão, e ela mesma pediu a Extrema Unção. Certa vez, depois de ter comungado, pediu para que a deixassem sozinha. Recolheu-se com extraordinária devoção, sentada em seu leito, de mãos postas e olhos cerrados: falava com o seu Jesus.
     - Mamãe - disse um dia com absoluta calma e serenidade. - Sinto que muito em breve eu irei morrer. Não seria melhor que eu fizesse uma confissão de todos os pecados que cometi durante minha vida?
     A pequena ignorava, talvez, o termo "confissão geral", mas compreendera a necessidade dela e quisera praticá-la. Foi justamente depois dessa confissão que ela exclamava com toda simplicidade.
     - Minha alma agora está branca como depois do batismo.
     Ema não temia a morte e não gostava de ver os outros entristecerem por sua causa.
     - Não compreendo porque a senhora chora tanto, mamãe - disse um dia, vendo que a mãe tinha os olhos vermelhos. Sempre que a senhora fala de mim vejo-a com os olhos cheios de lágrimas: tem medo que eu morra? Mas se eu morrer vou para o paraíso!
     - Sim, é claro, mas você não pensa que deixa sua mãe chorando?
     - A senhora não o deve fazer. Se quando eu estiver no céu, a senhora chorar muito, então direi a Jesus para que mande alguém consolá-la!
     - Mamãe, soube que a senhora queria encurtar meu vestido branco para o verão. Não o faça, mamãe.
     - Por que, Ema?
     - Logo, quando irei para o paraíso, desejo que a senhora me ponha o vestido branco da Primeira Comunhão... meias brancas... o véu... e também as luvas. E gostaria também de ter os cabelos soltos como Santa Inês...
     - Oh! Não chore, mamãe. Eu sei que vou morrer, mas a senhora não deve ficar triste. Após a minha morte terá mais sossego, estará tranquila. Não me disse a senhora que a dois caminhos para chegar ao céu: um recoberto de rosas, e outro só de espinhos? Pois eu escolhi o caminho de espinhos...
     - Por que você não pede ao bom Jesus que a faça sofrer um pouco menos - dizia-lhe certo dia um padre que viera visitá-la. Pode-se ir ao céu também pelo caminho de rosas...
     - Não Reverendo, eu quero ir pelo caminho de espinhos.
     E tinha razão a pequena Ema; o caminho de espinhos é bem mais doloroso, mas também mais seguro e reto; foi este o caminho escolhido por Jesus, pela Virgem, pelos Santos.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Beija Flor de Jesus

ENFERMA

     Chegara-se aos primeiros dias de dezembro de 1935. Ema frequentava com assiduidade e grande interesse as aulas. Mas a Virgem exigiu dela um sacrifício, e Ema que aprendera a responder sempre "sim", o repetiu também desta vez generosamente.
     Uma forte dor de dentes foi o início de uma série de males que só terminaram no dia 5 de abril, quando Ema deixou a terra em voo para a eternidade.
     Teve que deixar a escola e encerrar-se em seu quartinho. Mas ainda de cama continuou por dois meses a desempenhar seus deveres escolares; depois, uma forte dor no braço direito privou-a também desta última ocupação para ela tão agradável.
     Ema sofria, mas nunca se queixava: pelo contrário, sofria com paciência, entretendo-se a conversar de Jesus, da Virgem e do céu. De tal modo, a angústia de seus pais era atenuada pela jovialidade com que a menina suportava a doença.
     Como o mal se agravasse, decidiram levá-la ao hospital para uma consulta. Esperava trazê-la logo para casa, mas no hospital julgaram mais conveniente que a menina ficasse.
     _ Você quer ficar Ema? _ perguntou-lhe a mãe.
     _ Se a senhora quiser, sim... - mas duas grossas lágrimas brilharam-lhe nos olhos azuis.
     Afastar-se dos pais que ela tanto amava deve ter sido muito doloroso. Iam visitá-la quase diariamente , mas podiam ficar pouco tempo. Foi uma destas visitas que a mãe trouxe a Ema doces, chocolates e frutas.
     Deixou tudo sobre a mesinha. Passou uma enfermeira; viu todas aquelas gulodices e sentiu-se em dever da observar:
     _ Minha senhora, esta menina está em tratamento, mas se ela comer todos esses doces...
     _ Oh, a senhora não conhece Ema.
     _Isto é?
     _ Ainda que tivesse a gaveta cheia de doces, Ema não seria capaz de comer um só sem ter licença para isto; seria suficiente proibi-lo.
     E a enfermeira não tardou em convencer-se de que era verdade o que a mãe dissera.
Por tantas razões facilmente compreensíveis, os primeiros dias de hospital foram duros; mas depois aos poucos, veio a serenidade, a calma e também (porque não) a alegria. Sim, a alegria, porque Ema encontrou no hospital aquilo que não podia possuir em casa: Jesus Hóstia que todas as manhãs recebia devotamente em seu coração. Antes mesmo que o sacerdote iniciasse a santa Missa, Ema sentada em seu pequeno leito alvo, preparava-se para a Comunhão com seu livro de orações.
     Quão doces terão sido os colóquios entre Jesus e Ema naqueles grandes momentos de união íntima e tão sublime!
     Aos homens não é dado ler nos corações, as sabem muitas vezes o que neles se passa julgando pelo axpecto exterior. Todas as enfermeiras notavam na pequena Ema um aumento de fortaleza e de virtude; a mãe, cheia de sofrimento, via aumentar cada dia a graça naquela criatura eleita; e todos quando chegavam a conhecer a pequena, compreendiam que se achavam diante de uma flor cuja corola já se abria à luz do céu. 



OBS: Dá pra acreditar, eu estou postando no dia certo!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Poder das Palavras

As palavras tem muito poder. Lembra daquela vez que você disse alguma coisa que magoou alguém? Ou te disseram alguma coisa que te magoou?
Pois é! As palavras tem poder, então, é melhor pensar antes de falar, escolher bem as palavras.
O vídeo abaixo, vai te ajudar a perceber como as palavras podem mudar muitas coisas.
Mas, lembre-se que o que sai de sua boca, é o que está em seu coração.
Por exemplo, pense em uma caixa cheia de morangos. O que sairá da caixa? Morangos, não é mesmo?
O mesmo acontece conosco, se estamos cheios de mal, o que sairá de nossas bocas é o mal. Se estivermos cheio de bem, da nossa boca sairá o bem.
Então, procure ficar cheio do Espírito Santo!

Beija Flor de Jesus

PEQUENAS VIRTUDES

     E assim, aquela florzinha de Jesus Eucarístico vai alargando seus ramos como uma árvore. Ema, crescia e dia a dia se aperfeiçoava no amor de Nosso Senhor. Mas o amor tende sempre a manifestar-se em mil formas e a virtude, à medida que crescia amando cada vez mais, crescia em atos de virtude que praticava a cada instante.
     A mamãe estava triste?
     Mas, com um anjo como Ema em casa, nada devia temer. Ela achegava-se à mãe, subia-lhe no colo, com um lenço enxugava-lhe as lágrimas e, a mãe, então, fazia suas confidências à filhinha, na certeza de que receberia dela uma resposta ajuizada e uma palavra de verdadeiro conforto.
     Muito particular era a veneração e o afeto que Ema sentia pelos religiosos e sacerdotes, pois, "são Ministros do Senhor" como ela os chamava.
     Conhecia diversas irmãs entre as do Jardim e das Filhas de São Paulo. Muitas delas, apreciando a devoção da menina, recorriam  a ela para que intercedesse por suas intenções junto ao Senhor.
     Ema sentia-se muito satisfeita quando recebia estas incumbências, pois, nada lhe agradava mais do que rezar e pedir graças aos céus pelos outros.
     Certa vez enquanto a senhora Ernestina fazia suas compras numa loja acompanhada pela filhinha, viu-a seriamente entretida coma mulher da venda. Voltando para casa, a menina confessou à sua mãe:
     - A senhora X está precisando muito de uma graça. Pediu-me que rezasse por ela; é preciso fazê-lo, não é mamãe?
     - Mas, certamente, Ema.
     Poucos dias depois eis que Ema voltava para casa com meio quilo de marmelada.
     - Onde foi que você arranjou isto? - perguntou-lhe a mãe muito surpreendida.
     - Foi a senhora X que me deu, porque ela alcançou a graça.
     Tratava-se de um crédito cuja restituição se julgava impossível.
     Teriam sido realmente as orações de Ema a causa da graça obtida? Pode ser, perfeitamente, mas também deve ter contribuído muito a fé daquela senhora. Foi Jesus quem disse: "Tudo o que me pedirdes com fé, vós o obtereis". Naturalmente, entende-se tudo o que for necessário ou útil para a salvação da alma.
     Todos conheciam a grande obediência de Ema. Assim que lhe pediam alguma coisa apressava-se em obedecer. Era uma das virtudes que ela mais apreciava. Durante sua última doença escreveu: "A menina obediente possui todas as virtudes, porque a obediência leva ao bem e faz com que sejamos queridos por todos".
     Com grande ternura  de seu coração comovia-se à vista dos pobres e recorria sempre com confiança à mãe, pedindo-lhe uma esmolinha.
     Frequentava o Instituto das Filhas de São Paulo, cativara para si a amizade das alunas e tinha por elas uma afeição muito singular. Permirtir-lhe ir até "São Paulo" para visitar as Irmãs era para ela o mais lindo presente.
     Compreendia e amava o apostolado da imprensa das Filhas de São Paulo, e repetia frequentemente: "Quando for grande quero tornar-me Filha de São Paulo".
Lia com vivo interesse o "Jornalzinho", o amigo de todas as crianças. Vira a máquina impressora trabalhando: ficara impressionada.
     Mais tarde, quando já doente no hospital, dirá à irmã assistente:
     - Veja, Madre, como meu coração está batendo depressa! Parece a máquina de "São    Paulo" quando imprime o "Jornalzinho..."
     Desejosa de aprender, ambicionava ampliar seus conhecimentos, principalmente, sobre fatos da nossa santa religião e a mãe relata-nos a esse respeito que muitas vezes ficava embaraçada em responder às inúmeras perguntas da menina.



OBS: Ok, eu sei que devo explicações para vocês. Fiquei um tempinho sem postar, mas agora eu estou voltanto ao normal. Me desculpem, essas ultimas semanas foram muito difíceis pra mim.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Beija Flor de Jesus

AMOR A MARIA

     O amor a Maria está em proporção direta com o nosso grau de santidade. Ema, nascida no mês de Maria, tinha pela Virgem Santíssima uma devoção muito particular.
     Aprendera desde muito cedo a recitar o terço, e todas as noites, quando a família se reunia para rezar em conjunto, dentre todas as vozes, a de Ema ressoava límpida enquanto entoava ou guiava as orações do santo rosário.
      _ Não sei por que _ dizia à mãe _ há gente que acha tão comprido o terço. Vai tão depressa que nem se percebe.
     Ema recitava vários terços por dia, principalmente, durante o mês de outubro, enquanto esperava pelo pai e pelos irmãos, que voltavam do trabalho. E qual não era a sua alegria, quando, à noite, podia confessar à mãe: _ Sabe mamãe, hoje rezei quatro... cinco... seis terços.
     Mas maio era o grande mês para a devoção de Ema: tudo oferecia a Maria, desde as mortificações até os menores atos da vida.
     Numa das páginas de seu caderno escreveu: "Prometo-vos, ó Maria Santíssima, que durante todo este mês hei de rezar o santo rosário aos vossos pés e cantar os vossos louvores".
     Guardava com muito cuidado uma espécie de terço que as aspirantes das Filhas de São Paulo lhe haviam presenteado e que servia para cantar os pequenos sacrifícios do dia. A mãe atesta que Ema  se servia muito frequentemente daquele terço. (E nisto também não se parece muito com a santa das rosas?)
     Durante uma função mariana, o pregador sugerira às meninas uma forma de sacrifício em louvor de Nossa Senhora: nada tomar durante o dia fora das refeições.
     Ema tomara a resolução de praticar este propósito.
     No dia seguinte acompanhou a mãe em visita a uma amiga e sentindo grande sede pediu-lhe gentilmente um copo de água. Quando lha trouxeram encostou os lábios ao copo, mas retirou-o subitamente sem mesmo tê-los molhado.
     _ Por que não toma, Ema? _ perguntou-lhe a amiga adimirada.
     _ Esqueci que tinha feito uma promessa. Ontem o padre disse para não tomar fora das refeições...
     E como este, quantos outros sacrifícios Ema não ofereceu a Jesus e a Maria!
     A diretora da Escola Materna de Alba escreveu ceta vez: "Entre 200 alunos da escola, Ema distinguia-se não só pela inteligência  muito viva e firme vontade, mas também por seu grande amor a Jesus e a Virgem Santíssima, que ela costumava  com dois belos títulos: Ajuda dos cristãos e Rainha dos Apóstolos.
     Em todas as circunstâncias de sua alegre jornada, Ema revelava sempre um suave perfume do paraíso, o perfume da verdadeira piedade.
     Nada mais belo do que vê-la brincando no jardim e interromper o brinquedo para ir até a estátua da Virgem e rezar uma Ave Maria. Depois voltava a brincar com as amiguinhas, mas pouco depois convidava-as todas para irem à imagem da Virgem e juntas rezarem o terço. 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Historinha

A netinha pergunta a vovó:
- Vovó, por que as pessoas sofrem?
- Como é que é ?
- Por que as "pessoas grandes" vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa ?
- Bem, minha filha, muitas vezes, porque elas foram ensinadas a viver assim.
(silêncio)
- Vó...
- Oi...
- Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal?
- Não consigo entender.
- Por que elas não percebem que não foram ensinadas a serem infelizes, e não conseguem mudar o que as torna assim.
- Você não está entendendo, não é, meu amor?
- Não, Vovó.
- Você lembra da historinha do Patinho Feio?
- Lembro.
- Então... o patinho se considerava feio porque era diferente de todo mundo. Isso deixava-o muito infeliz e perturbado, tão infeliz que um dia ele resolveu ir embora e viver sozinho. Só que o Lago que ele procurou para nadar tinha congelado, e estava muito frio. Quando ele olhou para seu reflexo no lago, percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne. E assim se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre.
(mais silêncio)
- O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas?
- Bem, quando nascemos, somos separados de nossa "natureza-cisne".  Ficamos como patinhos, tentando caber no que os outros dizem que está certo e passamos muito tempo tentando virar patos.
- É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas?
- Isso! Viu como você é esperta?
- Então é só a gente perceber que somos cisnes que tudo dá certo?
(engasgou)
- O que foi vovó?
- Na verdade, minha filha, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim.
Você lembra o que o patinho precisava fazer para se enxergar?
- O que?
- Ele primeiro precisava parar de tentar ser um pato. Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é. Depois, ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar.
- Por isso ele passou muito frio, não é, vovó?
- Passou frio e ficou sozinho no inverno.
- É por isso que o papai anda tão sozinho e bravo?
- Como é, minha filha?
- Meu pai está sempre bravo, sempre quieto com a música e a televisão dele. Outro dia ele estava chorando no banheiro... (emudeceu durante algum tempo).
Essas crianças...
- Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato?
- Todos nós somos, querida.
- Ele vai descobrir quem ele é de verdade?
- Vai, minha filha, vai. Mas, quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós. Temos que procurar ajuda até encontrarmos.
- E aí, viramos cisnes?
- Nós já somos cisnes. Apenas não deixamos que o cisne venha para fora, e tenha espaço para viver.
(A menina deu um pulo da cadeira).
- Aonde você vai?
- Vou contar para o papai, o cisne bonito que ele é.
A boa vovó apenas sorriu!
Que um dia possamos descobrir o lindo cisne que somos!

sábado, 21 de maio de 2011

DICA [9]

Olá, queridos, tudo bem?
Hoje eu trouxe a música "Mirror" (espelho) do grupo Barlow Girl.
É uma música muito linda, que diz sobre as aparências, que não são elas que nos definem, que não importa o exterior, Deus olha o interior.
E é Ele que nós queremos impressionar, não é mesmo?


Bom Final de Semana!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Beija Flor de Jesus

NO CAMINHO DO SABER


Era o outono de 1934. As árvores já haviam perdido suas folhas e o Sol começava a enfraquecer dia a dia.
Todas as manhãs, lá pelas nove horas, a pequena Ema saía de casa para ir à escola. Vestia um aventalzinho branco e levava debaixo do braço a pasta dos livros. Antes de sair, passava diante da imagem  do Sacrado Coração de Jesus, e dizia baixinho: "Coração de Jesus, ajudai-me para que eu volte mais boazinhha".
Era assim que Ema, a nova pequena se recomendava ao Senhor todos os dias, ao sair de casa.
Na escola aprende-se a conhecer a vida: é lá que a infância se desenvolve, adquire a sua individualidade e, frequentemente, se aperfeiçoa.
Não é raro encontrar crianças que em casa são caprichosas e na escola comportam-se como modelos de bondade. O exemplo dos companheiros e prestígio dos mestres podem muito sobre o carater e ainteligência de uma criança. Mas para que a educação recebida na escola de resultados realmente eficazes, é necessária a colaboração da família; é preciso que a educação escolar e familiar se harmonizem.
Muitas mães, desde que colocaram os filhos na escola, julgam-se dispensadas de qualquer esforço no sentido de bem educá-los, como se esta tarefa competisse exclusivamente aos mestres.
A mãe de Ema não pensava desta forma. Sabia que sua filhinha para ir até à escola devia percorrer um trecho de estrada onde não havia nada de bom para aprender. Quis portanto adverti-la:
_ Ema, você começou a frequentar a escola; pois bem, saiba que depende de sua escolha ser boazinha ou ruim.
_ Oh, mamãe, fique tranquila: eu serei sempre boazinha _ e havia tanta convicção nesta promessa que a mãe se sentiu realmente tranquilizada.
Tanto a professora como todas suas colegas, são unânimes em afirmar que Ema sempre fora muito diligente em seus deveres escolares. "Ema era a melhor aluna do colégio", escreve uma. Outra assim se expremia pouco depois da morte de Ema: " De agora em diante ela será sempre nosso santo exemplo".
Dotada de inteligência  muito viva em memória invulgar, Ema ainda mesmo antes de ter ouvido a explicação já intuía o sentido da lição e era capaz de repeti-la sem hesitação. A professora muito se orgulhava dela e costumava clamá-la "o exemplo da classe".
Ema não tinha o costume como tantas outras meninas de passear depois das aulas pela rua antes de voltar para casa; voltava imediatamente.
Sua mãe que não podia acompnhá-la todos os dias, adivertia-a para que não passasse por determinada rua e evitasse a companhia de certas meninas. Mesmo sem compreender o motivo destas proibições maternas, Ema obedecia à risca.
_ A senhora preparou-me a merenda , mamãe?
_ Você foi boazinha, hoje?
_ Fui sim; não passei pela rua que a senhora proibiu e andei todo o tempo sozinha.
Era realmente agradavel vê-la saltitando ao redor da mãe como um passarinho, contando-lhe tudo o que aprendera na escola, tudo o que vira e ouvira.

sábado, 14 de maio de 2011

DICA [8]

Olá, queridos, como vão?
Hoje eu estou trazendo uma dica de música. É do grupo "Rosa de Saron", e a música é "Apenas Uma Canção de Amor"


Bom Final de Semana! Fiquem com Deus!

Beija Flor de Jesus

O HÓSPEDE DESEJADO

     Tinha apenas cinco anos e já, a mais de um ano, Ema vinha repetidamente suplicando a mãe que lhe permitisse fazer a Primeira Communhão.
     Um dia, enquanto ensaiava para uma pequena festa que se daria no jardim da infância da cidade, em homenagem a Sua Exelência o Bispo, Ema perguntou à Madre Superiora:
     _ Madre, no momento em que eu descer do palco para entregar as flores ao Sr. Bispo, poderia falar-lhe?
     _ Pois não,  mas o que é que você quer dizer-lhe?
     _ Quero pedir-lhe licença para fazer a Primeira Comunhão.
     _ Você ainda é muito pequena, Ema; espere mais um ano.
     Ficou muito séria por uns instantes e depois:
     _ Mas Jesus gosta dos pequeninos _ acrescentou, radiante pela sua resposta:
     Finalmente chegou o dia da festa. Ema falou em nome das crianças, dizendo quanto se alegravam pela presença do amado Pastor, depois desceu para oferecer-lhe as flores. Seu coração batia muito forte, mas não perdeu o ânimo. Com extrema delicadeza e grande surpresa das autoridades que cercavam Sua Exelência, Ema disse: "Excelência, permite-me fazer a Primeira Comunão neste ano?"
     Não parece ouvir a pequena santa Lisieux, implorando ao santo padre licença para ser adimitida no Carmelo com apenas quinze anos de idade?
     Sua Excelência, Mons. Grassi olhou demoradamente aquele rostinho grave e sereno, e em seus olhos muito expressivos leu o ardente desejo daquela alma de receber o Senhor Deus na hóstia consagrada. Inclinou-se e acariciou-lhe docemente a cabecinha.
     Ema beijou a mão do ilustre Prelado e voltou ao palco, radiante de alegria.
     Sua Excelência estava comovido. Ema tinha certeza de que seria atendida em seu pedido, mas assim mesmo, quando lhe disseram que o Bispo havia consentido e dado ordens às Irmãs que a preparassem a receber dignamente a santa Comunhão, quase não acreditava tal era sua alegria.
     _ Todos os dias _ atesta sua mãe _ Ema pedia-me que a ajudasse em preparar-se o melhor possível para receber a Jesus em seu coraçãozinho.
     As Irmãs do jardim da infância completaram o trabalho da mãe, mas foi a própria Ema quem deu os últimos retoques a sua alma. Tinha apenas cinco anos e, portanto, ainda não aprendera a ler. Apesar disto conseguira aprender todo o catecismo.
     Recitava de cor, com perfeita seguraça e ordem, todas as perguntas e respostas; passou por isto a ser conhecida como a menina que "sabe tudo". Conseguiu assim, passar com louvor no exame antes da Primeira Comunhão.
     Sentia-se feliz, e naquele dia tão esperado _ 3 de maio de 1934 _ repetia com toda efusão de seu coração:
     "Oh! meu Jesus, permiti que este dia tão belo se prolongue por toda a eternidade".
     Poucos dias depois da Primeira Comunhão, Ema recebeua Crisma e tornou-se Soldado de Cristo.
     _ Agora sim, mamãe _ dizia com grande seriedade _ agora sinto-me grande! Agora a senhora pode acordar-me bem cedode manhã para irmos juntas à missa, e receber a Jesus.
     Certamente, como acontece com todas as crianças, devia custar um pouco de sacrifício à pequena Ema levantar-se cedo de manhã, principalmente, durante o inverno. Mas para ela era sempre uma alegria, pois, só pensava no grande prazer que havia de provar pouco depois de receber em seu coração o Menino Jesus. Desde logo quis praticar as nove primeiras sexta-feiras do mês. Nunca esmoreceu seu entusiasmo ante o longo percurso que devia vencer até chegar a paróquia.
     Havia uma capela mais próxima, mas a paróquia é a casa onde os membros da família reúnem-se para falar com Deus; e a mãe de Ema sempre preferiu ir à paróquia, ainda que isso lhe custasse algum sacrifício. Quantas meninas não o teriam feito! Ema não.
     Acontecia, às vezes, que a mãe não podia acompanhá-la à igreja. Que fazia então Ema? Renunciava à Comunhão e à Missa?
     Ia até a capela das Irmãs, achegava-se a uma delas e pedia-lhe delicadamente:
     _ Irmã, a senhora pode ajudar-me na preparação para a Comunhão?
     Como Jesus devia alegrar-se  cada vez que entrava  no pequeno coração daquela criatura eleita. E quantas coisas não terá Ele ensinado àquela pequena flor, tão pura e tão singela!


OBS: Eu peço desculpas pelo ataso do post, o blogspot teve um problema de manutanção, e eu não conseguia acessar o blog.

sábado, 7 de maio de 2011

DICA [7]

LIVRO: SANTOS DE CALÇA JEANS

 
     Santidade não está relacionada a realizar fatos homéricos ou viver em eterna penitência. Santidade é viver a Verdade e o Amor de Cristo no nosso dia a dia, tendo a Palavra do Senhor como bússola em nosso caminhar. Podemos ser Santos na faculdade, na academia, nas reuniões com nossos amigos ou nos sites de relacionamento na Internet.
     O tempo presente urge por Santos que saibam curtir a vida e aproveitar as coisas boas que o mundo tem para nos oferecer, mas sem ser mundanos.
     Nesta obra, Adriano Gonçalves nos mostra que santidade está ao alcance de todos, inclusive dos jovens, que são desafiados a viver esta santidade sem perder a juventude, tornando-se a geração Santos de Calça Jeans.

     É bem motivador! Tem uma leitura muito gostosa!
     E eu quero convidar você, para ser um santo de calça jens, ser santo sem deixar de ser jovem. Mas isso é possível? Claro que sim, como eu disse no começo ser santo não é realizar fatos homéricos ou viver em eterna penitência, é curtir a vida em Deus.
     Ser de Deus vale a pena!

     Abaixo está um trecho do livro, só pra vocês terem uma idéia de como é bom!

 
A montanha-russa da vida: uma revolução!

     Se pararmos para refletir sobre a vida e como ela é,
possivelmente chegaremos a várias conclusões, que ainda
podem divergir de pessoa para pessoa em razão dos diferentes
momentos. Ainda bem que é assim, pois a diversidade faz
parte da vida.
     Contudo, gostaria de partilhar a conclusão que extraio
da vida. Para mim, a vida é uma montanha-russa! Ora estamos
lá em cima: cursando faculdade, com ótimas notas; fazendo
estágio remunerado já no segundo ano de curso; o namoro vai
de vento em popa, sem cobranças. Em casa também está uma
maravilha: os pais se mostram superamigos e os irmãos estão
Santos de Calça Jeans
     um doce. Além disso, o time do coração lidera o campeonato
brasileiro, sem nenhuma chance de rebaixamento. E assim, nada
de sofrimento e desespero! Com Deus, parece que o Salmo 139
foi inspirado em nossa vida: “Senhor, eu sei que tu me sondas”.
Ele simplesmente está conosco e sabe de tudo o que se passa.
Porém, há dias em que nossa vida parece estar de cabeça
para baixo. É como andar de montanha-russa e chegar naquele
momento em que temos a impressão de que o carrinho, por
causa do looping, sairá do trilho e a qualquer instante cairemos
de cara no chão. Quantas vezes nossa vida não esteve assim?
Semelhante à situação em que um professor chega à sala de aula
e exige a leitura de três livros de 780 páginas cada um e uma
resenha que deve ser entregue em uma semana, seguindo estritamente
todas as regras da metodologia científica. Lembra-se?
(Os textos devem ser apresentados em papel branco, formato
A4 (21 cm x 29,7 cm), digitados na cor preta no anverso da
folha, na fonte Arial ou Times New Roman, justificados e com
a indicação de parágrafos, tamanho de fonte 12 para o texto e
10 para citações longas e notas de rodapé etc.) Melhor parar
por aqui, afinal, este é um livro para ser lido, e não um trabalho
de faculdade a ser realizado, não é?...


Ahhhhhhhhh, vão ficar sem saber o resto.... têm que comprar pra poder ler!

Thau! bom final de semana!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tristeza

     

     O tema de hoje é "complicado" de se comentar. Mas eu percebo que há necessidade de fazê-lo.
     Falarei sobre a tristeza, o desanimo, as crises existenciais.
     Coisa que realmente acontece nessa fase difícil, a pré-adolescência.
     Em um dia você está feliz, saltitante, alegre. E no outro, já acorda triste, desanimado, com uma tristeza... meio... confusa, você não sabe o que fazer, parece que tudo perde o sentido.
     Você já se sentiu assim? Se a resposta for não, dê Graças à Deus e não precisa continuar lendo. Se já se sentiu assim, dê uma lidinha para ver se consigo te ajudar.
     Isso é normal, as vezes parece que a vida perdeu o sentido.
     Uma vez que fiquei assim, eu simplesmente comecei a rezar, e repentinamente eu melhorei, melhorei um pouco. Eu percebi que Deus estava a me olhar. E sabia que eu existia.

     Mas, muitas vezes eu não tive coragem de rezar, agora, não me pergunte por que eu não tive coragem, eu nem sei se a palavra certa é coragem. Acho que nem mais rezar pareceu ter sentido.
     Eu só tinha que continuar a viver, só que aquilo era difícil.
     Mas, Deus me ajudou, eu duvidei dEle e Ele ainda assim ele me ajudou. Hoje eu percebo que se não fosse pelo amor dEle, eu não teria suportado.
     Claro que nessas horas eu tive amigos de verdade com quem contar, que realmente me ajudaram demais.
     O importante é lembrar que você NÃO ESTÁ SOZINHO. Deus está a te olhar e não te abandone nunca!
     Tenha fé! Um dia toda dor irá passar! Se apoie em Deus e tudo vai dar certo!
     Agora, o que fazer quando estiver triste?
     Não fique triste se lamentando por aí, converse com um amigo de verdade, e tente se animar, eu sei que realmente é muito difícil, mas é preciso.
     E se você acha que não tem nenhum amigo, eu te digo que você tem o melhor amigo do mundo. Que é Jesus, que não te abandona por nem um segundo. Por que não conversar com ele? Desabafe, Ele está pronto a te ouvir. Ande de mãos dadas com Ele, faça dEle seu melhor amigo.
     Não se esqueça que chorar é bom, desabafa, mas chorar demais não vale a pena, Deus te quer sorrindo.

DEUS TE QUER SORRINDO! UM DIA TODA DOR IRÁ PASSAR!

     Beijinhos...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Beija Flor de Jesus

SEMPRE SIM!

    
     Desde muito cedo Ema aprendera a dizer sempre "sim" ao Senhor, tal como o pequeno Guido de Fontgalland. Certamente vocês já ouviram falar deste menino exemplar, falecido aos doze anos, com conceito de santidade. Pois, ele aprendera de Maria Santíssima a responder sempre "sim" e costumava dizer: "A palavra mais bela que se pode dizer ao Senhor Deus é sim a tudo quanto Ele exige de nós". Também a pequena Ema tinha uma especial predileção por esta bela palavra, porém, manifestava-a mais por seus atos de obediência do que propriamente com palavras. Assim, por exemplo, se alguém lhe pedisse alguma coisa enquanto estava a brincar, Ema nunca fingia não ter escutado como fazem a maioria das crianças, nem se fazia de rogada por mias de uma vez. Interrompia imediatamente.
     Será que ela não sentia o sacrifício da renuncia, perguntará alguém? Sentia sim como todos, mas sabia que a obediência agradava muito ao Menino Jesus, e era para agradar-lhe que ela se sacrificava, obedecendo sempre prontamente. E Jesus como recompensa, prodigalizou suas graças  sobre a alma da pequena Ema.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Voltei!

Olá, gente, tudo bem?
Me desculpem eu sei que fiquei um tempo fora, e os posts saíram do ritmo.
Foi por causa da semana de prova, mas logo eu estou voltando com os posts normalmente.
Desculpem!

Beijos!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Evangelho Segundo o Twitter

Achei esse vídeo no blog Never Alone, e achei tão comovente, justamente no dia de hoje, eu, como Maria Madalena, estou sem mais palavras.

sábado, 16 de abril de 2011

É impossível

     Hoje eu estava lendo um livro velho e enconteri nele um papelzinho, onde estava escrito um poema para Deus, achei tão lindo que resolvi postar.

É IMPOSSÍVEL

Olho em tudo e sempre
Encontro à Ti
Estás no ceu, na terra
Onde for,
Em tudo que me acontece
Encontro o Teu amor
Já não se pode mais deixar
De crer no Teu amor.
É impossível não crer em Ti
É impossível não Te encontrar
É impossével não fazer de Ti
Meu ideal


DICA [6]

 
Esta é a música Eu Tenho Cristo, do CD Bem da Hora 2!
É muito linda!


Bom Final de Semana!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Beija Flor de Jesus

SOU TODA VOSSA

     Ema gostava de brincar e divertia-se, mas como não tivesse irmãzinhas com quem fazê-lo _ pois, já tinha seis irmãos mais velhos _ arranjara para si uma amiguinha a quem confiava todos os seus segredos e a quem tratava como se fosse uma mãezinha: vestia-a, mimava-a, e ensinava-lhe a rezar. Mas essa amiguinha nunca lhe dirigira a palavra, pois, era simplesmente uma boneca. Por isso Ema cansava-se de brincar com ela; ia, junto à mãe, pedia-lhe algum retalho, agulha e linha e custurava.
     Certa vez interrompendo o silêncio, perguntou:
     _ Mamãe a senhora quer saber como eu rezo? Eu rezo assim: "Sou toda vossa e tudo quanto tenho vos ofereço, meu amável Jesus, por meio de Maria, vossa Mãe Santíssima".
     Quando eu disser: "Jesus está conosco", a senhora deve responder "Nós estamos com Jesus", e depois chega, ninguém mais deve falar.
     Sua mãe nem sempre compreendia muito bem o que Ema queria dizer, mas para contentá-la ficava calada naquela espécie de comunhão espiritual. Toda vez que quebrava o silêncio percebia que Ema teria preferido ficar calada. Às vezes ficava sem dizer uma só palavra durante mais de uma hora.
     Quem fora que ensinara à pequena Ema aquela forma de união do trabalho com a oração? Fora certamente seu agudo espírito de observação.
     De fato as aspirantes da Pia Sociedade das Filhas de São Paulo, durante o exercício de seu apostolado através da imprensa, acompanham o trabalho com orações, comunhões espirituais, terços e oferecem sempre o silêncio como um meio de impetrar graças. Ema vira tudo isto, retivera e provava imitar em casa.
     Se todas as meninas cultivassem esta bela prática, que rico patrimônio de merecimentos acumulariam para a eternidade!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DICA [5]


MARCELINO PÃO E VINHO

 
     Esse é um filme muito fera que conta a história de Marcelino, um órfão encontrado na porta de um mosteiro e criado por doze frades. Certo dia, ele oferece, durante sua refeiçaõ, um pedaço de pão e um pouco de vinho a uma imagem de Jesus, que aceita a oferta e passa a conversar com o menino. É o início de uma grande amizade.
     É muito bonito e emocionante!
     É uma boa dica para o final de semana! 



OBS: Estou postando hoje porque amanhã eu vou viajar, e não terei como postar.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Como você olha o mundo?

     
     O ancião descansava sentado em velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado:
     - Bom dia!
     - Bom dia! Respondeu o ancião.
     - O senhor mora aqui?
     - Sim, há muitos anos...
     - Venho de mudança com a minha família e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.
     - É verdade, falou o ancião. Mas por favor, me fale antes da cidade de onde vem.
     - Ah! É ótima. Maravilhosa! Gente boa, fraterna... Eu e minha família fizemos lá muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão.
     - Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui.
     O forasteiro agradeceu e partiu.
     Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:
     - Estou chegando para morar com minha família aqui.
     O que me diz do lugar?
     O ancião lançou-lhe a mesma pergunta:
     - Como é a cidade de onde vem?
     - Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!
     - Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente...

     Percebem que tudo depende da forma como olhamos o mundo? Se formos pessimistas, vamos ver um mundo horrível, chato, sombrio. Mas se formos otimistas, vamos ver um mundo melhor do jeito que queremos.
     O que tem que mudar não são as coisas ao seu redor, e sim o seu interior, o seu modo de olhar o mundo. Tem uma frase que diz assim: "Muda tudo quando muda algo em mim."
 O exterior estará sempre refletindo o nosso interior.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Beija Flor de Jesus

DEFEITOS DA IDADE

     Mas Ema não deixava de ser uma criança, e como todas as crianças tinham os seus pequenos defeitos, próprios da idade.
     A missão de toda mãe, já não delicada por sua natureza, torna-se às vezes particularmente árdua em certas circunstâncias. Trata-se de educar, isto é, de plasmar a alma, formá-la e prepará-la moral e praticamente para a vida. E as crianças são como uma hóstia: só podem ser tocadas por mãos puras. Toda mãe, como primeira educadora, teria razão para desanimar-se se não encontrasse força e inspiração nos exemplos dAquela que formou o Mestre, e se não confiasse na graça divina que nunca deixa de socorrer aqueles que a invocam de coração aberto. Há crianças que pelo seu caráter tornam a missão materna ainda mais difícil.
     Ema não era destas. Um olhar severo da mãe, uma admoestação ou um pequeno castigo eram mais do que suficientes para fazê-la voltar ao seu dever. Nestes casos, com todo o seu ardor de criança, suplicava arrependida:
     _ Perdoa-me, mamãe, prometo que não farei mais, nunca mais. A senhora me perdoa mamãe? Ante a resposta afirmativa, que nunca faltava (pois o castigo só é necessário até o arrependimento do culpado).
     Ema lançava-se aos braços da mãe e dizia:
     _ Dê-me um beijo, então.
     Certa vez, brincando perdeu um brinco. A senhora Ernestina zangou-se:
     _ Ponha-se de castigo lá naquele canto e fique quieta até eu não avisar.
     Ema que se reconhecia culpada, não hesitou em pôr-se de castigo; foi logo ao canto da sala, mas... qual foi sua surpresa! Ali estava o brinco perdido.
     _ Mamãe, mamãe _ exclamou com grande alegria _ olhe, encontrei o brinco! _ e depois com muita seriedade: devo ainda ficar de castigo?
     Como era possível puni-la quando era evidente que o Senhor quisera premiar daquele modo a sua obediência exemplar?