PEQUENAS VIRTUDES
E assim, aquela florzinha de Jesus Eucarístico vai alargando seus ramos como uma árvore. Ema, crescia e dia a dia se aperfeiçoava no amor de Nosso Senhor. Mas o amor tende sempre a manifestar-se em mil formas e a virtude, à medida que crescia amando cada vez mais, crescia em atos de virtude que praticava a cada instante.
A mamãe estava triste?
Mas, com um anjo como Ema em casa, nada devia temer. Ela achegava-se à mãe, subia-lhe no colo, com um lenço enxugava-lhe as lágrimas e, a mãe, então, fazia suas confidências à filhinha, na certeza de que receberia dela uma resposta ajuizada e uma palavra de verdadeiro conforto.
Muito particular era a veneração e o afeto que Ema sentia pelos religiosos e sacerdotes, pois, "são Ministros do Senhor" como ela os chamava.
Conhecia diversas irmãs entre as do Jardim e das Filhas de São Paulo. Muitas delas, apreciando a devoção da menina, recorriam a ela para que intercedesse por suas intenções junto ao Senhor.
Ema sentia-se muito satisfeita quando recebia estas incumbências, pois, nada lhe agradava mais do que rezar e pedir graças aos céus pelos outros.
Certa vez enquanto a senhora Ernestina fazia suas compras numa loja acompanhada pela filhinha, viu-a seriamente entretida coma mulher da venda. Voltando para casa, a menina confessou à sua mãe:
- A senhora X está precisando muito de uma graça. Pediu-me que rezasse por ela; é preciso fazê-lo, não é mamãe?
- Mas, certamente, Ema.
Poucos dias depois eis que Ema voltava para casa com meio quilo de marmelada.
- Onde foi que você arranjou isto? - perguntou-lhe a mãe muito surpreendida.
- Foi a senhora X que me deu, porque ela alcançou a graça.
Tratava-se de um crédito cuja restituição se julgava impossível.
Teriam sido realmente as orações de Ema a causa da graça obtida? Pode ser, perfeitamente, mas também deve ter contribuído muito a fé daquela senhora. Foi Jesus quem disse: "Tudo o que me pedirdes com fé, vós o obtereis". Naturalmente, entende-se tudo o que for necessário ou útil para a salvação da alma.
Todos conheciam a grande obediência de Ema. Assim que lhe pediam alguma coisa apressava-se em obedecer. Era uma das virtudes que ela mais apreciava. Durante sua última doença escreveu: "A menina obediente possui todas as virtudes, porque a obediência leva ao bem e faz com que sejamos queridos por todos".
Com grande ternura de seu coração comovia-se à vista dos pobres e recorria sempre com confiança à mãe, pedindo-lhe uma esmolinha.
Frequentava o Instituto das Filhas de São Paulo, cativara para si a amizade das alunas e tinha por elas uma afeição muito singular. Permirtir-lhe ir até "São Paulo" para visitar as Irmãs era para ela o mais lindo presente.
Compreendia e amava o apostolado da imprensa das Filhas de São Paulo, e repetia frequentemente: "Quando for grande quero tornar-me Filha de São Paulo".
Lia com vivo interesse o "Jornalzinho", o amigo de todas as crianças. Vira a máquina impressora trabalhando: ficara impressionada.
Mais tarde, quando já doente no hospital, dirá à irmã assistente:
- Veja, Madre, como meu coração está batendo depressa! Parece a máquina de "São Paulo" quando imprime o "Jornalzinho..."
Desejosa de aprender, ambicionava ampliar seus conhecimentos, principalmente, sobre fatos da nossa santa religião e a mãe relata-nos a esse respeito que muitas vezes ficava embaraçada em responder às inúmeras perguntas da menina.
OBS: Ok, eu sei que devo explicações para vocês. Fiquei um tempinho sem postar, mas agora eu estou voltanto ao normal. Me desculpem, essas ultimas semanas foram muito difíceis pra mim.
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