AMOR A MARIA
O amor a Maria está em proporção direta com o nosso grau de santidade. Ema, nascida no mês de Maria, tinha pela Virgem Santíssima uma devoção muito particular.
Aprendera desde muito cedo a recitar o terço, e todas as noites, quando a família se reunia para rezar em conjunto, dentre todas as vozes, a de Ema ressoava límpida enquanto entoava ou guiava as orações do santo rosário.
_ Não sei por que _ dizia à mãe _ há gente que acha tão comprido o terço. Vai tão depressa que nem se percebe.
Ema recitava vários terços por dia, principalmente, durante o mês de outubro, enquanto esperava pelo pai e pelos irmãos, que voltavam do trabalho. E qual não era a sua alegria, quando, à noite, podia confessar à mãe: _ Sabe mamãe, hoje rezei quatro... cinco... seis terços.
Mas maio era o grande mês para a devoção de Ema: tudo oferecia a Maria, desde as mortificações até os menores atos da vida.
Numa das páginas de seu caderno escreveu: "Prometo-vos, ó Maria Santíssima, que durante todo este mês hei de rezar o santo rosário aos vossos pés e cantar os vossos louvores".
Guardava com muito cuidado uma espécie de terço que as aspirantes das Filhas de São Paulo lhe haviam presenteado e que servia para cantar os pequenos sacrifícios do dia. A mãe atesta que Ema se servia muito frequentemente daquele terço. (E nisto também não se parece muito com a santa das rosas?)
Durante uma função mariana, o pregador sugerira às meninas uma forma de sacrifício em louvor de Nossa Senhora: nada tomar durante o dia fora das refeições.
Ema tomara a resolução de praticar este propósito.
No dia seguinte acompanhou a mãe em visita a uma amiga e sentindo grande sede pediu-lhe gentilmente um copo de água. Quando lha trouxeram encostou os lábios ao copo, mas retirou-o subitamente sem mesmo tê-los molhado.
_ Por que não toma, Ema? _ perguntou-lhe a amiga adimirada.
_ Esqueci que tinha feito uma promessa. Ontem o padre disse para não tomar fora das refeições...
E como este, quantos outros sacrifícios Ema não ofereceu a Jesus e a Maria!
A diretora da Escola Materna de Alba escreveu ceta vez: "Entre 200 alunos da escola, Ema distinguia-se não só pela inteligência muito viva e firme vontade, mas também por seu grande amor a Jesus e a Virgem Santíssima, que ela costumava com dois belos títulos: Ajuda dos cristãos e Rainha dos Apóstolos.
Em todas as circunstâncias de sua alegre jornada, Ema revelava sempre um suave perfume do paraíso, o perfume da verdadeira piedade.
Nada mais belo do que vê-la brincando no jardim e interromper o brinquedo para ir até a estátua da Virgem e rezar uma Ave Maria. Depois voltava a brincar com as amiguinhas, mas pouco depois convidava-as todas para irem à imagem da Virgem e juntas rezarem o terço.
