SOU TODA VOSSA
Ema gostava de brincar e divertia-se, mas como não tivesse irmãzinhas com quem fazê-lo _ pois, já tinha seis irmãos mais velhos _ arranjara para si uma amiguinha a quem confiava todos os seus segredos e a quem tratava como se fosse uma mãezinha: vestia-a, mimava-a, e ensinava-lhe a rezar. Mas essa amiguinha nunca lhe dirigira a palavra, pois, era simplesmente uma boneca. Por isso Ema cansava-se de brincar com ela; ia, junto à mãe, pedia-lhe algum retalho, agulha e linha e custurava.
Certa vez interrompendo o silêncio, perguntou:
_ Mamãe a senhora quer saber como eu rezo? Eu rezo assim: "Sou toda vossa e tudo quanto tenho vos ofereço, meu amável Jesus, por meio de Maria, vossa Mãe Santíssima".
Quando eu disser: "Jesus está conosco", a senhora deve responder "Nós estamos com Jesus", e depois chega, ninguém mais deve falar.
Sua mãe nem sempre compreendia muito bem o que Ema queria dizer, mas para contentá-la ficava calada naquela espécie de comunhão espiritual. Toda vez que quebrava o silêncio percebia que Ema teria preferido ficar calada. Às vezes ficava sem dizer uma só palavra durante mais de uma hora.
Quem fora que ensinara à pequena Ema aquela forma de união do trabalho com a oração? Fora certamente seu agudo espírito de observação.
De fato as aspirantes da Pia Sociedade das Filhas de São Paulo, durante o exercício de seu apostolado através da imprensa, acompanham o trabalho com orações, comunhões espirituais, terços e oferecem sempre o silêncio como um meio de impetrar graças. Ema vira tudo isto, retivera e provava imitar em casa.
Se todas as meninas cultivassem esta bela prática, que rico patrimônio de merecimentos acumulariam para a eternidade!
Nenhum comentário:
Postar um comentário