quarta-feira, 23 de março de 2011

Beija Flor de Jesus

O CAMINHO DO BEM

     Rosto pequeno muito sério, agraciada por ricos cachos e duas tranças não muito longas; olhos grandes e azuis, muito vivos; estatura pequena para a sua idade: eis Ema, a menina trazida à terra pela Virgem. Nasceu em Alba, velha cidadezinha do Piemonte, na Itália. Passou em Alba os breves anos de sua existência. Aos sete anos voltou à sua verdadeira pátria, lá no céu.
     A natureza fôra muito pródiga com ela: dotara-a de uma inteligência quase precoce, muito superior à das crianças de sua idade, memória invulgar e um coração bondoso.
     O primeiro ato que aprendeu com sua mãe foi o sinal da cruz. Aprendeu-o desde cedo e assim que começou a balbuciar aprendeu também a pronunciar os nomes de Jesus e Maria, dois nomes que ela invocará até o último instante em seu leito de morte.
     _ De quem é que você gosta mais, Ema? _ perguntava-lhe a mãe.
     _ Em primeiro lugar de Jesus, depois da Virgem, e logo depois de papai e mamãe.
     Não havia dúvidas de que Ema gostasse realmente muito de Jesus. Tinha pelo Menino Jesus uma devoção muito particular. Falava-lhe com ternura. Oferecia-lhe as flores que colhia no campo, e várias vezes por dia renovava-lhe a oferta de si mesma. E o Menino Jesus ouvia-a, aceitava e sorria,
     Às vezes, Ema acompanhava a mãe à igeja. Enquanto a mãe rezava ajoelhada, a pequena dirigia-se rapidamente até à  mesa da comunhão. Queria ficar o mais perto possível de Jesus. Ficava imóvel, olhando fixo o tabernáculo até que sua mãe a chamasse para junto de si.
     _ Quero ver melhor o Menino Jesus _ respondia a quem lhe perguntava porque gostava tanto de ficar junto à mesa da comunhão.
     _ Que perfume de Jesus, mamãe! _ exclamou certa vez Ema ao receber um beijo de sua mãe, que voltava naquele momento da igreja onde comungara.
     _ Dê-me mais um beijo mamãe, é tão bom! _ e naquele beijo materno a fé da pequena Ema sentia como que o beijo do próprio Jesus Eucarístico.

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